28/01/2016

LONDRES É PURA ARTE!

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Passei quatro dias em Londres pensando sobre o que seria interessante escrever que fosse a cara do Studio Lab e no fim cheguei a uma dura conclusão: tudo! Digo que é duro porque as opções são tantas e tão bacanas que a gente fica com a sensação de que poderia sempre ver mais e mostrar mais.

Pra começo de conversa, a Inglaterra, que sempre foi um dos países mais importantes e influentes na história do mundo ocidental, tem uma riqueza artística e arquitetônica incrível. Pra onde quer que se olhe estão palácios, praças, parques e principalmente museus, que, aliás, quase todos têm entrada gratuita para os acervos permanentes. O que geralmente é pago são as exposições temporárias, sempre muito bacanas.

Desta vez, fui a uma galeria de arte que se tornou uma das minhas preferidas, a Saatchi Gallery, que fica em Chelsea, no comecinho da deliciosa King’s Road.  Dentre as várias salas com mostras diferentes, a que mais me chamou a atenção foi uma de fotojornalismo, com 40 trabalhos premiados de seis recém-formados que fizeram uma série de reportagens no Iran, na Chechênia, no Zimbábue, no Paquistão, em Gaza e na Guiana Francesa. As fotos vêm acompanhadas de pequenos relatos das pessoas fotografadas e suas histórias tristes de vida.

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Uma atração à parte é a loja da Saatchi, com pôsteres, objetos de design e livros super bacanas. Vale muito a pena reservar um tempo pra olhar a loja da galeria.

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No mesmo dia, fomos ao Tate Britain Museum, onde se pode ver arte antiga e contemporânea, separadas em salas por épocas. Queríamos ver o quadro de Ofélia, personagem de Shakespeare, pintado em 1852 pelo artista britânico John Everett Milais. O quadro envolve uma história triste, já que a primeira modelo usada pelo pintor teria morrido de hipotermia, enquanto posava deitada no leito de um córrego, simulando a morte de Ofélia por afogamento.

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Ainda no Tate Britain, minha filha queria ver a instalação da artista Tracey Emin, que remontou o cenário da cama onde passou um longo período mergulhada em depressão. A cama (a obra de 1998 se chama “My Bed”), em meio à sujeira, bebidas alcoólicas, cigarros e remédios era a metáfora da vida da artista em sua fase depressiva.

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Francis Bacon – Tree Studies for Figures at the Base of a Crucifixion | 1944

A visita, seja ao Tate Britain que ao Tate Modern, vale muito a pena pra quem curte arte. Tudo de graça!

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por Andrea Martins

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