28/06/2017

Puglia de bicicleta!

A Itália é um dos países mais ricos do mundo em patrimônio histórico, cultural e arquitetônico. Isso sem falar na culinária e nas belezas naturais que vão se transformando de um extremo ao outro do país. Agora, já pensou em ver e viver uma parte disso tudo… pedalando? Pois foi o que fizemos este ano na região da Puglia, que fica lá embaixo, no salto da bota.

Chegamos em Brindisi, onde o nosso grupo se encontrou, e partimos de ônibus até Otranto. Ali começamos a pedalada pela região mais ao sul da Puglia, chamada Salento, entre os mares Adriatico e Jônico.

Nossa primeira etapa do passeio foi pela parte interna da Puglia, fazíamos quilômetros e quilômetros passando pelas oliveiras mais antigas do país. A Puglia é a região que mais produz óleo de oliva na Itália, desde a época do império romano. A paisagem é maravilhosa e o bacana de fazer o passeio de bicicleta é ver tudo muito mais de perto e poder parar a qualquer momento pra descansar ou fazer um piquenique.

Nos segundo dia de bike, chegamos ao mar. Ah… que maravilha o azul intenso do mar Adriatico naquela região. Seguimos em direção a Santa Maria di Leuca, o local onde São Pedro teria desembarcado na Itália para evangelizar o povo. Ali existe um santuário, construído por peregrinos e destruído diversas vezes pelos invasores turcos, mas sempre reconstruído. Aliás, a Puglia sofreu centenas de invasões ao longo da história, principalmente dos turcos otomanos.

Em média, se pedala 50 km por dia com direito a paradas para lanchinho e almoço sempre caprichado. O difícil é seguir pedalando depois de comer e tomar um bom vinho. Mas a gente aguenta e pensa que ajuda a queimar as calorias adquiridas!

Depois de dois dias entre o mar e as oliveiras, passando por diversos pequenos vilarejos, chegamos a Lecce, uma das mais belas cidades de arquitetura barroca da Itália, que ganhou o apelido de Florença do Sul. Lecce é o principal produtor de vinho e azeite de oliva na região, além de exportar um tipo de pedra natural, amarelada, muito macia e maleável e, por isso, ótima para construções e esculturas.

Assim, como as principais cidades da Puglia, Lecce foi dominada por romanos, normandos, bizantinos, franceses, espanhóis, dentre outros. Ali fizemos um tour maravilhoso pelo centro histórico, conhecemos um anfiteatro romano no centro da cidade, além de igrejas e praças de uma beleza ímpar.

Parada obrigatória também é a pequena cidade de Ostuni, conhecida como a pérola branca da Puglia, e que nos dá a impressão de estar na Grécia.

Outra particularidade da região são as masserias, que são propriedades rurais fortificadas. Durante centenas de anos, a Puglia sofreu invasões seguidas dos povos do oriente, que destruíam, saqueavam e matavam a população local. Por isso, ter uma propriedade em local de difícil acesso e bem fortificada era fundamental. Hoje, essas masserias se tornaram hotéis, restaurantes ou são mantidas por herdeiros, como Silvia, que nos recebeu em sua propriedade e nos ofereceu um piquenique 5 estrelas!

A pequena e única cidade de Alberobello (considerada patrimônio da humanidade pela Unesco) conserva suas construções típicas, chamadas trulli. São casinhas brancas, com paredes e telhados feitos de pedras empilhadas e encaixadas.

Bom, pra quem adora uma boa mozzarella italiana, o sul da Itália é o maior e melhor produtor desse tipo de queijo. Paramos então nossas bikes por algumas horas pra ver, aprender e, é claro, comer uma ma-ra-vi-lho-sa mozzarella! O mesmo laticínio produz também um queijo chamado cacio cavallo (Queijo a cavalo, pela maneira como ele é pendurado sobre um tronco para secar).

Nossa última pousada foi no vilarejo de Fasano, que como boa parte da Puglia, é uma mistura de campo e praia. Dali, fomos ainda conhecer Polignano a Mare e Monópoli, duas cidades construídas sobre os rochedos do Salento, com restaurantes deliciosos e uma vista de tirar o fôlego.

As belezas da Puglia surpreenderam todo o nosso grupo. Não da pra dizer o que era mais bacana: praias, oliveiras centenárias, construções típicas, castelos medievais, ruínas romanas, séculos de história, além de comida farta e deliciosa. Tudo isso no ritmo das nossas pedaladas, fotos, selfies e muitas risadas. A Puglia vale muito a pena!

Por Andrea Martins

Fotos realizadas por...

Andrea Martins

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